Se você atua com direito bancário e previdenciário, o HISCON (Histórico de Créditos Consignados) é o seu principal aliado na hora de analisar as oportunidades do seu cliente.
No entanto, a leitura incorreta de alguns dados deste documento (especialmente antes de ter acesso ao contrato bancário) pode gerar distorções matemáticas no cálculo da taxa de juros.
Neste tutorial, você vai aprender a extrair as informações corretas do HISCON para preencher os cenários do cálculo de revisão de empréstimos e financiamentos de forma correta e segura! 🎯
1. Como emitir o HISCON
O HISCON pode ser gerado diretamente pelo cliente pela internet, sem necessidade de ir à agência. O passo a passo é simples:
Acesse o site ou app do Meu INSS.
Faça o login com CPF e senha (gov.br).
Na página inicial, clique em "Extratos e Comprovantes"
Clique em "Extratos"
Selecione a opção "Extrato de Empréstimo Consignado"
2. Analisando as Margens Consignáveis
Logo na segunda página do HISCON, você encontra uma informação essencial para analisar os contratos do cliente: a margem consignável disponível para empréstimos e cartões.
Atualmente, a margem consignável para aposentados e pensionistas do INSS é de até 40% do valor do benefício (conforme MP 1.355/2026), sem divisão em fatias fixas por modalidade. Para beneficiários do BPC/LOAS, o limite é de 35%.
Neste artigo do nosso blog, damos mais dicas sobre como analisar o HISCON.
3. Preenchendo o cálculo: Valor Liberado x Valor Emprestado
No momento de preencher os cenários do cálculo de revisão de empréstimos e financiamentos, caso ainda não tenha acesso ao contrato bancário, você irá analisar duas colunas do HISCON:
Valor Liberado: É o dinheiro que efetivamente caiu na conta do cliente.
Valor Emprestado: É o capital total financiado. É sobre este valor que os juros da operação bancária realmente incidem.
Você irá notar que, muitas vezes, o valor emprestado é maior que o valor liberado. Isso acontece porque o banco incluiu no financiamento encargos como IOF, seguro prestamista ou tarifas embutidas que não aparecem detalhadas no HISCON.
Se você colocar no sistema apenas o valor que o cliente recebeu, mas a parcela foi calculada pelo banco em cima de um valor maior (com seguros e taxas), a fórmula matemática vai tentar compensar essa diferença. Assim, o sistema vai apurar uma taxa de juros implícita artificialmente alta.
✅ Como preencher o cálculo de forma segura (A Regra de Ouro)
Se ainda não tem o contrato bancário em mãos, faça a seguinte conferência no HISCON:
Pegue o Valor Liberado e some com as taxas visíveis (ex: IOF).
Compare esse resultado com o Valor Emprestado.
Se a conta não fechou, e o Valor Emprestado ainda é maior, utilize o Valor Emprestado como base de cálculo (Valor do Crédito).
Isso garante que você não vai inflar a taxa de juros por causa de seguros e tarifas ocultas.
4. Revisando o cálculo com o contrato bancário em mãos
Sabemos que, na maioria das vezes, você ajuíza a ação apenas com o HISCON, pois os contratos bancários são difíceis de conseguir extrajudicialmente.
Mas assim que conseguir o contrato, volte ao Cálculo Jurídico, edite seu cálculo de revisão de empréstimos e financiamentos, preenchendo os campos específicos de Seguros e Tarifas, assim a taxa de juros será recalculada.
📢 Se tiver dúvidas, fale com nosso time de atendimento pelo chat, e-mail ou WhatsApp. Estamos prontos para ajudar!
Para falar com o suporte pelo WhatsApp, clique no botão abaixo:
Este artigo te ajudou? Deixe sua reação abaixo, sua opinião é muito importante!👇







