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[Dicas Práticas] Como analisar o HISCON e preencher o cálculo de revisão de empréstimos com segurança

Aprenda a extrair os dados corretos do HISCON no Meu INSS e identificar a diferença entre Valor Liberado e Valor Emprestado para preencher o cálculo de revisão de empréstimos com precisão no CJ.

Escrito por Isabel

Se você atua com direito bancário e previdenciário, o HISCON (Histórico de Créditos Consignados) é o seu principal aliado na hora de analisar as oportunidades do seu cliente.

No entanto, a leitura incorreta de alguns dados deste documento (especialmente antes de ter acesso ao contrato bancário) pode gerar distorções matemáticas no cálculo da taxa de juros.

Neste tutorial, você vai aprender a extrair as informações corretas do HISCON para preencher os cenários do cálculo de revisão de empréstimos e financiamentos de forma correta e segura! 🎯


1. Como emitir o HISCON

O HISCON pode ser gerado diretamente pelo cliente pela internet, sem necessidade de ir à agência. O passo a passo é simples:

  1. Acesse o site ou app do Meu INSS.

  2. Faça o login com CPF e senha (gov.br).

  3. Na página inicial, clique em "Extratos e Comprovantes"

  4. Clique em "Extratos"

  5. Selecione a opção "Extrato de Empréstimo Consignado"


2. Analisando as Margens Consignáveis

Logo na segunda página do HISCON, você encontra uma informação essencial para analisar os contratos do cliente: a margem consignável disponível para empréstimos e cartões.

Atualmente, a margem consignável para aposentados e pensionistas do INSS é de até 40% do valor do benefício (conforme MP 1.355/2026), sem divisão em fatias fixas por modalidade. Para beneficiários do BPC/LOAS, o limite é de 35%.

Neste artigo do nosso blog, damos mais dicas sobre como analisar o HISCON.


3. Preenchendo o cálculo: Valor Liberado x Valor Emprestado

No momento de preencher os cenários do cálculo de revisão de empréstimos e financiamentos, caso ainda não tenha acesso ao contrato bancário, você irá analisar duas colunas do HISCON:

  • Valor Liberado: É o dinheiro que efetivamente caiu na conta do cliente.

  • Valor Emprestado: É o capital total financiado. É sobre este valor que os juros da operação bancária realmente incidem.

Você irá notar que, muitas vezes, o valor emprestado é maior que o valor liberado. Isso acontece porque o banco incluiu no financiamento encargos como IOF, seguro prestamista ou tarifas embutidas que não aparecem detalhadas no HISCON.

Se você colocar no sistema apenas o valor que o cliente recebeu, mas a parcela foi calculada pelo banco em cima de um valor maior (com seguros e taxas), a fórmula matemática vai tentar compensar essa diferença. Assim, o sistema vai apurar uma taxa de juros implícita artificialmente alta.

✅ Como preencher o cálculo de forma segura (A Regra de Ouro)

Se ainda não tem o contrato bancário em mãos, faça a seguinte conferência no HISCON:

  1. Pegue o Valor Liberado e some com as taxas visíveis (ex: IOF).

  2. Compare esse resultado com o Valor Emprestado.

  3. Se a conta não fechou, e o Valor Emprestado ainda é maior, utilize o Valor Emprestado como base de cálculo (Valor do Crédito).

    Isso garante que você não vai inflar a taxa de juros por causa de seguros e tarifas ocultas.


4. Revisando o cálculo com o contrato bancário em mãos

Sabemos que, na maioria das vezes, você ajuíza a ação apenas com o HISCON, pois os contratos bancários são difíceis de conseguir extrajudicialmente.


Mas assim que conseguir o contrato, volte ao Cálculo Jurídico, edite seu cálculo de revisão de empréstimos e financiamentos, preenchendo os campos específicos de Seguros e Tarifas, assim a taxa de juros será recalculada.


📢 Se tiver dúvidas, fale com nosso time de atendimento pelo chat, e-mail ou WhatsApp. Estamos prontos para ajudar!

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