Atualização importante: a página de resultados por espécie de benefícios, requisitos e RMI passou por um redesign.
A mudança é visual, os cálculos continuam seguros, confiáveis e auditáveis 😊
Assinantes anteriores a 10/02/26 podem alternar entre Estilo clássico e Novo estilo pelo botão no topo da página. Para contas mais recentes, o Novo estilo é o padrão.
Por isso, alguns prints deste tutorial podem estar diferentes, mas o passo a passo permanece o mesmo.
É comum surgirem dúvidas quando o resultado apresentado no Cálculo Jurídico é diferente da Carta de Concessão do INSS. Na maioria das vezes, isso ocorre porque foram utilizadas informações distintas entre os dois cálculos, como datas, salários ou tempo de contribuição.
Neste tutorial, vamos mostrar os principais pontos de atenção para que você possa comparar os resultados de forma segura e identificar rapidamente a origem de eventuais divergências.
Para conferir seu cálculo, vamos usar um checklist com as principais informações que devem ser verificadas:
1. Data de Nascimento e Gênero
A data de nascimento e o gênero são dois dos primeiros pontos que devem ser conferidos ao comparar o resultado do CJ com a Carta de Concessão do INSS.
Elas são essenciais para os cálculos previdenciários, pois influenciam diretamente nas regras de concessão, no coeficiente e até na elegibilidade do benefício.
Por isso, o primeiro passo é conferir se a data de nascimento e o gênero cadastrados no CJ são exatamente as mesmas informadas na Carta de Concessão.
Um simples erro de digitação, como trocar o dia ou o ano na data de nascimento, ou escolher o gênero errado, pode alterar todo o seu cálculo e gerar divergência nos resultados.
Você pode conferir essas informações diretamente no cálculo:
2. DIB (Data de Início do Benefício)
A Data de Início do Benefício (DIB) é outro ponto essencial na conferência, pois define a partir de qual momento o benefício passou a ser devido e impacta diretamente na regra aplicada, nos coeficientes e nos valores utilizados para o cálculo da RMI.
Ao comparar o resultado do CJ com a Carta de Concessão, verifique se a DIB inserida no cálculo é exatamente a mesma que consta na Carta de Concessão.
Uma divergência, mesmo que de poucos meses, pode gerar diferenças significativas no valor da média dos salários, na aplicação das regras de transição ou no coeficiente final, já que a legislação previdenciária considera o conjunto de normas vigentes na data de início do benefício.
Então, abra a Carta de Concessão e localize o campo da data de Início do benefício. Em seguida, confira se a mesma data está registrada no campo correspondente dentro do CJ. Se estiver diferente, ajuste e recalcule o benefício.
Veja como identificar a DIB no CJ e na Carta de Concessão:
DIB no Cálculo Jurídico:
DIB na Carta de Concessão:
Isso garante que o sistema aplicará as regras e coeficientes corretos conforme a data de concessão real.
3. Períodos
A aba Períodos é uma das partes mais importantes do cálculo, pois reúne todos os vínculos e intervalos de contribuição que compõem o tempo total de contribuição do segurado.
Qualquer divergência nessa etapa, como períodos faltantes, sobrepostos ou com datas incorretas, pode alterar tanto o tempo total de contribuição quanto a média dos salários utilizados na apuração da RMI.
Nesse ponto, é imprescindível comparar o tempo de contribuição disposto no CJ e na carta de concessão do INSS, a fim de verificar se todos os períodos de trabalho e contribuição reconhecidos na Carta de Concessão estão exatamente iguais aos inseridos no CJ.
Para essa análise, sugerimos que realize a exportação do Relatório de Tempo de Contribuição, para melhor visualização dos resultados.
Aprenda a exportar o relatório clicando aqui 👈
Veja como identificar esses elementos:
Tempo de contribuição e Carência no CJ :
Tempo de contribuição e carência na Carta de Concessão do INSS:
O resultado só será idêntico ao da Carta de Concessão se os períodos coincidem integralmente nos dois documentos. Qualquer diferença de datas, vínculos ou enquadramento (por exemplo, tempo comum x especial) pode gerar variação no tempo total e, consequentemente, no valor final do benefício.
Se você identificar que o INSS desconsiderou algum vínculo ou período especial, ou que há diferença entre o tempo reconhecido e o tempo efetivamente comprovado, isso pode indicar um ponto sujeito à revisão.
Nesse caso, vale revisar o cálculo com todos os períodos corretos para avaliar se há direito a um valor maior ou à revisão do benefício.
No relatório de Tempo de Contribuição do CJ, você consegue visualizar os períodos considerados no cálculo pelo sistema:
Sugerimos que você confira o Tempo de Contribuição total da Carta de Concessão e do CJ. Caso haja alguma divergência nesse tempo, é preciso analisar o Processo Administrativo como meio de identificar a causa, analisando cada um dos períodos.
Pra saber mais sobre essa análise do PA e como realizar os ajustes, confira esse artigo 👉 Como analisar o PA e acertar o tempo de contribuição no seu cálculo? | Cálculo Jurídico.
💡 Vale lembrar que, ao importar o CNIS, o CJ considera todos os períodos e salários importados no cálculo. Essa importação completa permite que o advogado tenha uma visão fiel dos dados originais e possa simular diferentes cenários, como a inclusão de um período de contribuição complementar.
Por isso, é importante analisar se todos os períodos devem realmente ser considerados. Em casos de pendência de vínculo, períodos não reconhecidos pelo INSS ou benefícios concedidos no plano simplificado, a decisão de ação cabe ao advogado.
Se precisar, você pode desabilitar ou excluir períodos que não deseja considerar no cálculo:
Assim, o resultado refletirá exatamente o cenário que você quer analisar.
Tenha atenção também aos vínculos concomitantes. O CJ faz automaticamente a soma dos salários desses vínculos para compor a base de cálculo.
Por isso, se você desabilitar algum vínculo concomitante na aba Períodos, o sistema não ajusta automaticamente os salários correspondentes.
Os valores continuam somados na aba Salários, o que pode gerar uma média salarial superior à da Carta de Concessão e deixar o resultado divergente, caso o INSS não tenha considerado todos esses salários.
Sempre que desativar um vínculo, revise também os salários vinculados a ele e ajuste os valores antes de recalcular o benefício.
Aprenda a ajustar os salários após desabilitar um período concomitante no seu cálculo, nesse artigo 👉 [Vídeo - Dicas Práticas] - Confira estas dicas antes de concluir seu cálculo de concessão! | Cálculo Jurídico
4. Salários
A aba Salários reúne todos os salários de contribuição usados no cálculo. Mesmo que os períodos estejam corretos, e o tempo de contribuição entre a Carta de Concessão e o cálculo do CJ sejam equivalentes, qualquer diferença nos salários pode alterar a média e deixar o resultado da RMI diferente.
Verifique se os salários lançados no CJ estão exatamente iguais aos informados na Carta de Concessão. A divergência pode ocorrer por valores digitados incorretamente, arredondamentos ou ajustes automáticos feitos pelo sistema, como a elevação de valores abaixo do salário mínimo, conforme legislação.
Você pode estar fazendo todos os ajuste necessários no sistema do CJ. Por exemplo, é possível configurar para que o sistema realize o ajuste automático para o salário mínimo, bastando ir até as Opções Avançadas e marcar a seguinte opção:
É importante revisar os salários mês a mês, principalmente quando o cálculo foi preenchido manualmente ou com dados de fontes diferentes do CNIS.
Se houver diferença, corrija o valor e recalcule. Assim, você garante que a média salarial e a RMI fiquem corretas e alinhadas com o cálculo do INSS, caso ele também tenha considerado as informações corretas.
Use a Carta de Concessão como referência e confira se cada salário foi preenchido corretamente no CJ, analisando cada competência. Veja os exemplos:
Salário cadastrado no Cálculo Jurídico referente ao mês de maio de 2024:
Salário considerado na Carta de Concessão do INSS referente ao mês de maio de 2024:
Se os valores preenchidos no CJ forem diferentes, o sistema exibirá um resultado distinto, o que pode indicar um ponto de atenção.
5. Melhor RMI
A Melhor RMI representa o valor mais vantajoso entre as diferentes regras de cálculo disponíveis para o segurado. É a partir dela que o INSS define o benefício concedido, considerando fatores como média salarial, coeficiente e regras vigentes na data da DIB.
Ao comparar o resultado do CJ com a Carta de Concessão, verifique qual regra foi aplicada pelo INSS, se é anterior à Reforma, de transição ou permanente, e confirme se a mesma opção está selecionada no CJ.
Se o cálculo estiver configurado com uma regra diferente, o valor da RMI certamente será divergente.
Você confere a espécie do benefício que está sendo analisada da seguinte maneira:
Espécie de benefício no Cálculo Jurídico:
Espécie de benefício na Carta de Concessão do INSS:
Visualização do Resultado no Novo Estilo
No Novo estilo, quando a espécie de benefício já tiver todos os requisitos cumpridos, o resultado será exibido de forma integrada, com as principais informações organizadas em blocos contínuos na mesma página.
Nesse formato, você pode visualizar rapidamente os dados da espécie, como requisitos, RMI e valor da causa, além de expandir os detalhes quando necessário.
Filtros disponíveis no Novo Estilo
No Novo estilo, é possível utilizar filtros para facilitar a análise do resultado.
Você pode escolher visualizar:
Todas as espécies
Espécies com requisitos completos
Espécies com requisitos incompletos
Espécies marcadas como favoritas
Além disso, também é possível filtrar as espécies por pré-reforma ou pós-reforma, refinando ainda mais a visualização conforme o seu objetivo de análise.
Ordenação dos resultados
O resultado também pode ser classificado por:
Mais relevante
Ordem alfabética
Ao selecionar a opção Mais relevante, o sistema organiza as espécies da seguinte forma:
Espécies com requisitos completos aparecem primeiro, em ordem decrescente de RMI.
Espécies com requisitos incompletos aparecem depois, em ordem crescente de data prevista para aposentadoria.
Essa organização facilita a identificação das espécies mais vantajosas ou mais próximas de cumprimento dos requisitos.
É importante lembrar de que você pode customizar a ordenação, arrastando os cartões de cada espécie de benefício pra trocar posições.
O CJ calcula automaticamente todas as possibilidades e indica a melhor opção para o segurado, garantindo precisão e transparência. Essa abordagem é importante porque, em alguns casos, o INSS pode não ter aplicado a regra mais vantajosa.
Confira qual regra está informada na Carta de Concessão e selecione a mesma no CJ. Se o sistema indicar uma RMI maior por outra regra, vale analisar o cenário, isso pode sinalizar um possível direito à revisão.
O Cálculo Jurídico identifica automaticamente o melhor valor de RMI com base na legislação. O sistema analisa salário por salário, recalcula o tempo e a média, até encontrar o maior valor possível que ainda mantenha os requisitos do benefício.
Assim, o CJ garante um resultado preciso, dentro da lei, sem comprometer a validade do cálculo.
Veja como emitir um Relatório da melhor RMI:
No Novo Estilo:
No Relatório da RMI do CJ, você também consegue ter mais informações sobre a forma de cálculo da Renda Mensal Inicial:
E pode comparar também com a Memória de Cálculo do Benefício do INSS:
A partir desses relatórios, você consegue fazer um comparativo entre o CJ e a Carta de Concessão e identificar possíveis diferenças, de forma segura e fundamentada.
Lembrando que o CJ aplica sempre a melhor possibilidade de cálculo, de acordo com a legislação vigente. Então, em caso de divergências na forma de realizar o cálculo da RMI, verifique o modo de cálculo do INSS, pois pode ser passível de recurso.
6. Coeficiente
O coeficiente é o percentual aplicado sobre a média dos salários para chegar ao valor final da RMI. Ele depende diretamente do tempo total de contribuição e da regra de cálculo usada pelo INSS.
Por isso, qualquer diferença no tempo apurado entre o CJ e a Carta de Concessão pode alterar o coeficiente e gerar divergência no valor final.
Verifique qual coeficiente foi aplicado na Carta de Concessão e compare com o cálculo do CJ. Em muitos casos, o INSS utiliza fórmulas específicas, como 60% + 2% por ano que exceder 15 anos de contribuição para mulheres e 20 anos para homens, ou coeficientes fixos em regras de transição.
Se o CJ estiver com tempo de contribuição diferente, o percentual aplicado também será outro.
Analise se todos os períodos de contribuição estão corretos e se o tempo total do CJ coincide com o da Carta. Ajuste o que for necessário e recalcule.
Assim, o coeficiente será aplicado corretamente e o valor final da RMI ficará alinhado ao cálculo do INSS.
Dentro do CJ, você consegue visualizar o coeficiente aplicado, e nas opções avançadas é possível alterar essas informações:
Novo Estilo:
Na Carta de Concessão do INSS, você consegue visualizar o Coeficiente que foi aplicado:
O coeficiente pode divergir quando há diferença no tempo de contribuição, na regra de cálculo aplicada ou na DIB informada.
Esses fatores mudam o percentual usado pelo INSS. Confira sempre se essas informações estão idênticas entre o CJ e a Carta de Concessão antes de comparar os resultados.
Com atenção a todos esses pontos, o Cálculo Jurídico garante a confiabilidade dos resultados do cálculo do seu cliente. Quer entender melhor por que confiar no CJ? Confira nosso artigo “Por que confiar no CJ” e veja todos os detalhes sobre a precisão e segurança dos nossos cálculos.
E lembre-se: se surgir qualquer dúvida ou insegurança, nosso suporte está sempre à disposição para ajudá-lo a validar as informações do seu cálculo. 😉
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