Diferentemente de uma conversa comum com a inteligência artificial, o agente foi preparado para conduzir uma análise jurídica especializada.
Ele auxilia a compreender a dinâmica da fraude, identificar possíveis responsabilidades, avaliar as provas disponíveis e estruturar os próximos passos do caso.
O objetivo é facilitar o trabalho do advogado, inclusive quando a demanda envolve um assunto com o qual ainda não tem muita familiaridade.
Neste tutorial, você vai aprender como acessar o agente e utilizar seus recursos para conduzir a análise de um caso de fraude Pix, desde o relato inicial até a elaboração de uma petição.
1. Como acessar o Agente Especialista em Fraude Pix
Você pode acessar o especialista de duas formas: diretamente pela página inicial do Cálculo Jurídico, por meio do ícone do agente, ou entrando na Voga IA e selecionando o especialista dentro da própria ferramenta.
Opção 1: pela página inicial do Cálculo Jurídico
Na página inicial do Cálculo Jurídico, localize o ícone do Agente Especialista em Fraude Pix.
Ao clicar nele, você poderá acessar diretamente a experiência do especialista.
Opção 2: por dentro da Voga IA
Você também pode abrir a Voga IA pelo acesso disponível na plataforma.
É só clicar no ícone da Voga IA também na tela inicial.
Você vai visualizar a opção "Consultar Especialista em Fraude Pix". Depois é só clicar em "começar consulta" dentro do chat:
As duas opções permitem chegar ao especialista. Depois de acessá-lo, você poderá conhecer sua proposta de atuação e começar a apresentar o caso que deseja analisar.
2. Conheça o que o especialista pode fazer
A conversa inicia com a mensagem "Olá! Gostaria de saber mais sobre como trabalha o Especialista em Fraude Pix."
A partir disso, você terá acesso a um agente preparado pra auxiliar na análise de casos de fraude Pix, com os seguintes recursos:
Análise dos fatos: entende o relato e identifica como o golpe aconteceu.
Classificação da fraude: organiza a dinâmica do golpe e as circunstâncias envolvidas.
Análise das instituições financeiras: aponta possíveis falhas e pontos a investigar.
Perfil das transações: avalia as movimentações quando há extratos e outros dados.
Cronologia: organiza os fatos em uma linha do tempo.
Fundamentação jurídica e matriz de risco: apresenta fundamentos e mostra fatores que favorecem ou dificultam o êxito.
Roteiro pré-processual: orienta as providências anteriores ao ajuizamento.
Análise adversarial: antecipa os argumentos dos bancos e prepara a atuação no processo.
Avaliação de valores: apoia a análise de danos morais e materiais.
Elaboração da petição: monta a peça com base na conversa.
Você pode apresentar novas informações, esclarecer dúvidas e aprofundar pontos específicos conforme a conversa avança.
3. Apresente o caso do seu cliente
Depois de acessar o agente, o primeiro passo é explicar o que aconteceu. Você pode iniciar a análise de diferentes formas:
Por texto: descreva o relato do cliente, explicando como a fraude ocorreu e quais providências foram tomadas.
Por áudio: apresente as informações verbalmente.
Por documentos: anexe materiais relacionados ao caso, como boletins de ocorrência e extratos bancários (em PDF).
O agente apresenta um menu selecionável com as opções:
Digitar o relato por escrito;
Vou anexar o boletim de ocorrência;
Vou enviar um áudio do cliente;
Ou incluir no campo descritivo um breve resumo do que ocorreu.
Após clicar em uma das opções, o agente também solicita a idade ou data de nascimento da vítima, considerando a verificação de vulnerabilidade do envolvido.
Depois, o agente abre uma tela com a resposta para revisão, em que você pode clicar em "revisar" e efetuar eventuais ajustes.
Por fim, é só clicar em "enviar respostas".
Não é necessário ter todas as informações organizadas antes de começar.
Você pode partir do relato inicial e complementar a análise à medida que reunir novos documentos e esclarecer os fatos.
A partir desse relato, o agente começará a organizar as informações e a identificar os pontos que precisam ser investigados.
3.1. Como deixar o relato mais completo?
Sempre que possível, informe detalhes como:
Como o cliente foi abordado e de que maneira o golpe aconteceu.
Quais transferências foram realizadas, com as respectivas datas e valores.
Quais instituições financeiras participaram das operações.
Quando o cliente percebeu a fraude e quais providências tomou.
Se houve contato com os bancos, abertura de protocolos ou tentativa de recuperação dos valores.
Quais documentos e registros já estão disponíveis.
Essas informações ajudam o agente a compreender melhor o contexto.
Caso algum detalhe importante esteja faltando, você pode acrescentá-lo durante a conversa.
4. Analise a classificação da fraude e as possíveis falhas dos bancos
Depois de receber o relato, o agente começa a estruturar a triagem jurídica do caso.
Nessa etapa, ele organiza a dinâmica da fraude, identifica características relevantes do golpe e aponta possíveis falhas das instituições financeiras envolvidas, de acordo com os fatos apresentados.
Pra isso, utiliza alguns critérios técnicos:
Vetor da fraude: identifica como a fraude aconteceu, por exemplo, por comprometimento do acesso à conta, indução da vítima a realizar transferências (engenharia social) ou coação.
Eixos de falha: indicam os possíveis deveres descumpridos pelas instituições financeiras, como a prevenção de fraudes nas contas de origem e de destino e a adoção de medidas para tentar recuperar os valores após a comunicação do golpe.
O agente também apresenta os motivos que sustentam os pontos levantados, ajudando você a compreender por que determinada circunstância merece atenção.
É importante lembrar que a identificação de uma possível falha não significa, por si só, que a responsabilidade da instituição esteja comprovada.
A conclusão depende da análise das circunstâncias, dos documentos e dos fundamentos jurídicos aplicáveis pelo advogado responsável pelo caso.
Além disso, você pode ajustar ou corrigir qualquer ponto da classificação caso identifique algum detalhe divergente na dinâmica dos fatos.
5. Envie os extratos e aprofunde a análise das transações
O agente avalia o perfil das transações com base nos documentos e nas informações que você fornecer.
Se você tiver os extratos bancários do cliente, pode apresentá-los na conversa para ajudar a esclarecer a movimentação financeira relacionada ao caso.
Você escolhe como conduzir essa etapa: anexando o extrato bancário ou seguindo a narrativa guiada.
5.1 Anexar o extrato bancário
Ao selecionar a opção “Vou anexar o extrato bancário”, o agente perguntará se você possui as datas exatas das respostas de recusa dos bancos mencionados no relato e os respectivos protocolos de atendimento.
Essas informações permitem identificar com precisão os prazos violados e o período de mora de cada banco.
Nessa etapa, você pode escolher entre duas opções:
Possuo as datas e os protocolos.
Não possuo esses dados no momento.
Também é possível informar, no campo de texto, as datas das recusas e os protocolos de atendimento de cada banco.
Caso não possua os dados, não há problema! O agente consegue prosseguir com a análise mesmo sem essas informações.
5.2 Seguir pela narrativa guiada
Ao escolher seguir pela narrativa guiada, é necessário informar o maior valor de pix a terceiros que o cliente costumava enviar.
Além disso, é preciso esclarecer sobre a frequência de transferências sucessivas no mesmo dia:
5.3 Confira o quadro de atipicidade das transações
Após avançar na narrativa guiada, o agente apresenta um quadro comparativo entre o comportamento habitual da vítima e as transações realizadas.
O quadro destaca movimentações atípicas, como valores acima do padrão, transferências sucessivas e envio de dinheiro para contas recém-abertas.
A análise também aponta possíveis falhas nos mecanismos de segurança das instituições financeiras, além de identificar informações que podem precisar de investigação complementar.
6. Acompanhe a linha do tempo do caso
Com base no relato e nos documentos apresentados, o agente estrutura uma linha do tempo com os principais eventos identificados.
Ela mostra quando o golpe aconteceu, quando as transferências foram feitas, quando o cliente percebeu a fraude e quais medidas vieram depois.
A linha do tempo é atualizada conforme você traz novas informações.
Por isso, se encontrar um documento com uma data importante ou descobrir uma nova informação durante a conversa, compartilhe esse dado com o agente e solicite que ele considere o novo elemento na análise.
7. Avance para o diagnóstico e consulte a matriz de risco
Depois da triagem, você pode avançar para o diagnóstico do caso.
Essa etapa permite aprofundar a avaliação dos fatos, das possíveis responsabilidades e dos fundamentos jurídicos identificados.
O agente organiza a análise em três eixos de responsabilização:
Prevenção das fraudes: avalia se os bancos pagadores identificaram e bloquearam movimentações incompatíveis com o perfil da vítima.
Prevenção na conta recebedora: examina falhas na abertura e no monitoramento da conta que recebeu os valores, sobretudo quando há indício de fraude cadastral.
Recuperação dos valores: verifica se os bancos tomaram as medidas cabíveis após a comunicação, como bloqueio e devolução.
Para cada eixo, o agente apresenta as possíveis teses jurídicas, os fundamentos normativos, as provas prioritárias e os argumentos que as instituições financeiras podem utilizar em sua defesa, além de possíveis contrapontos.
7.1 Matriz de Risco
Um dos recursos apresentados nessa fase é a matriz de risco, que ajuda a visualizar os fatores que podem influenciar o resultado da demanda.
A partir dos elementos analisados, o agente pode apontar aspectos favoráveis, fragilidades, informações que precisam ser complementadas e riscos que merecem atenção.
Ele também explica os motivos que sustentam sua avaliação.
Esse diagnóstico pode ajudar você a decidir quais pontos precisam de investigação adicional e a avaliar, com mais clareza, se faz sentido prosseguir com o caso.
Ao final, você pode escolher avançar para o roteiro pré-processual ou esclarecer pontos das teses e da matriz de risco:
❗Importante: A matriz é um apoio à decisão, não uma garantia de êxito. A avaliação final depende das provas, dos argumentos da outra parte e das particularidades do caso.
8. Utilize o roteiro pré-processual para organizar as providências
Antes de ajuizar uma ação, costuma ser preciso reunir documentos e registrar as tentativas de solução.
Se você ainda não tem experiência com esse tipo de demanda, essa etapa pode gerar dúvidas sobre o que fazer primeiro e quais informações precisam ser obtidas.
O agente pode ajudar a organizar esse trabalho por meio de um roteiro pré-processual.
O roteiro apresenta:
as etapas já cumpridas e as pendentes;
as providências que merecem atenção;
os documentos necessários;
os próximos passos possíveis.
Conforme o caso, ele inclui a verificação de protocolos, comunicações com os bancos e tentativas de recuperação dos valores.
O roteiro também ajuda a identificar prazos.
Confira sempre a origem e a aplicabilidade de cada prazo indicado antes de orientar o cliente ou tomar uma providência.
Você pode utilizar essa etapa para organizar as tarefas e compreender quais medidas ainda precisam ser tomadas antes de decidir pelo ajuizamento.
Ao fim do levantamento, é possível escolher entre avançar para a apuração de danos morais e cálculo ou esclarecer dúvidas sobre o roteiro:
8.1 Faça a Análise Adversarial
A análise adversarial ajuda a antecipar os argumentos dos bancos, identificar pontos que precisam de reforço e preparar a atuação jurídica no processo.
Você pode escolher entre as seguintes opções:
Aprofundar a atuação contra o banco pagador: investigar possíveis falhas e responsabilidades da instituição de origem.
Aprofundar a atuação contra o banco recebedor: analisar a atuação e as possíveis falhas da instituição que recebeu os valores.
Preparar provas para réplica e audiência: organizar elementos para sustentar a tese do cliente.
Simular perguntas da audiência: antecipar possíveis questionamentos e preparar a abordagem.
Orientar réplica contra alegações: avaliar os argumentos da defesa e estruturar respostas.
Pra começar, selecione a opção desejada e continue a conversa com o agente.
Revise as sugestões conforme as provas disponíveis e as particularidades do processo.
9. Avalie os danos e os possíveis valores da demanda
Durante a análise, o agente também pode auxiliar na avaliação de possíveis pedidos indenizatórios, com base nas informações do caso.
O Especialista em Teses pode sugerir um valor de referência para os danos morais, explicando os critérios utilizados nessa estimativa, como: 1. as características da vítima; 2. a gravidade dos fatos; 3. os impactos da fraude e 4. o nível de risco identificado.
Além de apresentar o valor sugerido, o agente indica os fundamentos jurídicos que podem sustentar o pedido e explica como as circunstâncias do caso influenciam a avaliação.
O especialista também auxilia na composição dos danos materiais, indicando valores e critérios de atualização monetária e juros, quando disponíveis.
⚠️ Atenção: Essas referências não representam um valor garantido de indenização.
Os resultados variam conforme os fatos, as provas, os pedidos formulados e o entendimento do juízo responsável.
Por isso, avalie criticamente a estimativa e confira os julgados e os cálculos apresentados antes de utilizá-los na estratégia do caso.
10. Gere a petição com base na análise realizada
Depois de aprofundar a análise, organizar as provas e avaliar a estratégia, você poderá avançar para a elaboração da petição.
É só escolher a opção "Sim, pode gerar a petição".
Depois, é necessário escolher se deseja requerer os benefícios da gratuidade da justiça para o cliente:
O agente utiliza as informações apresentadas durante a conversa para estruturar a peça, reunindo os fatos, os fundamentos jurídicos e os demais elementos pertinentes ao caso.
Isso permite aproveitar o trabalho desenvolvido nas etapas anteriores, sem precisar reconstruir toda a análise desde o início.
A petição e o chat ficam lado a lado, permitindo que você visualize ambas as informações ao mesmo tempo.
🚨Após a geração, revise o documento com atenção.
Confira os dados das partes, a descrição dos fatos, os pedidos, os valores, os fundamentos jurídicos e as referências utilizadas.
Verifique também se todas as informações correspondem aos documentos e às particularidades do caso.
10.1 Como continuar trabalhando na petição?
Depois de gerar a peça, você poderá baixar em PDF, Salvar no CJ (nas informações do cliente) ou continuar trabalhando nela dentro da própria Voga IA, utilizando os recursos disponíveis para revisar e aprimorar o conteúdo.
Pra continuar trabalhando na peça, é só escolher a opção "Ajustar a petição":
Depois, no campo de texto, é só indicar quais ajustes precisam ser feitos pela IA.
Não esqueça de realizar a verificação final dos dados!
11. Aprofunde a análise conversando com o agente
Uma das principais vantagens do Agente Especialista em Fraude Pix é que todo o trabalho acontece dentro da conversa com a Voga IA.
Você pode contar o relato, anexar documentos, tirar dúvidas e pedir explicações sobre conceitos bancários.
Não é preciso conhecer as siglas e os procedimentos de fraudes Pix. O agente explica os conceitos conforme eles aparecem.
Se surgir uma nova informação, compartilhe-a. Se não entender algum fundamento, peça uma explicação.
O chat já possui botões configurados para solicitar mais esclarecimentos, como, por exemplo: "Esclarecer dúvidas sobre o roteiro", "Esclarecer pontos das teses e da matriz de risco" etc.
Além disso, o agente permite que você escolha quais pontos gostaria de examinar com mais detalhes:
Se precisar avaliar um ponto específico da estratégia, continue a conversa para compreender os fatores envolvidos.
Dessa forma, você utiliza o agente não apenas para obter respostas, mas também para organizar o raciocínio jurídico e construir uma visão mais completa do caso.
12. Como retomar o caso
Se você não conseguir terminar a análise ou precisar sair no meio dela, não se preocupe: o histórico da conversa com o agente fica salvo.
Para retomar, acesse o agente como explicado na seção 1. Clique no ícone do Agente Especialista em Fraude Pix na tela inicial ou abra a Voga IA diretamente.
Em seguida, clique no ícone do relógio no canto superior direito da tela para encontrar a sessão em que você estava conversando com o agente.
Todo o histórico estará ali, e você retoma de onde parou, sem perder o que já foi feito.
⚠️ Importante
O Agente Especialista em Fraude Pix é uma ferramenta de apoio à análise jurídica.
Com o especialista, você tem um ponto de partida para investigar a fraude, compreender as questões jurídicas envolvidas e estruturar os próximos passos com mais clareza, mesmo quando ainda não tem familiaridade com esse tipo de demanda.
As informações, recomendações, estimativas e documentos gerados devem ser conferidos pelo advogado, considerando as provas disponíveis, a legislação, a jurisprudência e as particularidades de cada demanda.
A responsabilidade pela avaliação do caso, pela definição da estratégia e pela utilização dos documentos permanece com o profissional responsável.
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